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Alegoria da Caverna (Patão) e Cultura.

Publicado em: 20 de julho de 2008

    “– Em seguida – continuei –, imagina a nossa natureza, relativamente à educação ou à sua falta, de acordo com a seguinte experiência. Suponhamos uns homens numa habitação subterrânea em forma de caverna, com uma entrada aberta para a luz, que se estende a todo o comprimento dessa gruta. Estão lá dentro desde a infância, algemados de pernas e pescoços, de tal maneira que só lhes é dado permanecer no mesmo lugar e olhar em frente; são incapazes de voltar a cabeça, por causa dos grilhões; serve-lhes de iluminação um fogo que se queima ao longe, numa elevação, por detrás deles; entre a fogueira e os prisioneiros há um caminho ascendente, ao longo do qual se construiu um pequeno muro, no gênero dos tapumes que os homens dos ‘robertos’ colocam diante do público, para mostrarem as suas habilidades por cima deles”. (Platão. A República. Coleção Obra Prima de Cada Autor. Ed. Martin Claret. 2000, segunda reimpressão 2008. Pg. 210)
    O pequeno texto acima, do livro “A Republica”, tem como característica formular um contexto diferente do qual eu irei expor no decorrer.
    Olhando o exemplo da “Caverna” fica claro o termo “Cultura”. Nos dias atuais, onde a tendência primordial é a globalização dos aspectos, parece-nos fácil ou normal a assimilação de novos conceitos. Porém, são poucos os que conseguem de forma rápida uma transformação com sucesso instantâneo. Não há mecanismos para uma mudança tão drástica, se existe tais conhecimentos o que se fez foi dá um passo a mais e não um pulo muito além das forças.
    São tantos os que mudam de cargos, por ter vasta experiência, sequer sente o novo trabalho. Eles dizem que não tiveram muita dificuldade em absorver a nova cultura. Acredito que essa nova cultura, para ele, não era tão nova como se aparentava ser. Trabalhar em novo cargo em áreas similares traz um esforço maior em primeiro instante, logo se habitua. Difícil será para aqueles que de meros serventes de pedreiros lançam-se afoitos a se pôr como engenheiros civis.
    Deixar seu ramo para aventurar-se em alguma coisa totalmente antagônica terá em si algo diferente, ao curso absorverá um modo de viver novo. Quantos se dão bem? Para aprender conceitos diferentes precisa, antes de qualquer coisa, de tempo e estudo. Não há mágica. Deixar de habitar o interior da caverna, local onde passou toda a vida, para gozar da luz e de tudo que o Sol proporciona ao globo terrestre, seria fácil ou difícil? Aprender com a nova oportunidade e buscar com o seu empenho um novo espaço. Acontece algo pior quando o dono da visão perde-a e se ver em meio à barbárie. Mas em todo ambiente onde exista humanos sempre há um campo fértil para se impor sobre a cultura reinante. Somos a cultura, por isso nossos atos e idéias poderão ser os parafusos dessa magnânima maquina.

    Obrigado pela sua atenção.

    Por: Luiz Carlos Marques Cardoso.



Sobre o Autor

Luiz Carlos M. Cardoso
Estudante de Ciências Contábeis.
Deixo aqui alguns textos frutos dos meus estudos.
Felicidades

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