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Platão: governadores filósofos

Publicado em: 12 de julho de 2008

    “Enquanto não forem, ou os filósofos reis nas cidades, ou os que agora se chamam reis e soberanos filósofos genuínos e capazes, e se dê esta coalescência do poder político com a filosofia, enquanto as numerosas naturezas que atualmente seguem um destes caminhos com exclusão do outro não forem impedidas forçosamente de o fazer, não haverá tréguas dos males, para as cidades, nem sequer, julgo eu, para o gênero humano [...]”. (Platão. A República. Coleção a Obra-Prima de Cada Autor. Ed: Martin Claret. Atualização 2008. P. 170).

    Na dialética de Platão, onde ele narra um dialogo entre Sócrates e outros amigos na tentativa de criar uma cidade, na qual, reine absoluta a perfeição, existe a passagem descrita acima. 
    Nos diálogos chegaram a um consenso que quem deveria governar seriam os filósofos. Para eles, todos que estudam são filósofos, daí surge um dilema: quais filósofos teriam capacidade para serem administradores? Na concepção deles têm-se os filósofos e as aparências de filósofos. O belo é contrario do feio, a justiça da injustiça, também, em tudo há seus dois lados.
    Existem três pontos a abordar. O primeiro seria a ciência, o Ser, pois é a mais sábia e por isso deveria impor sobre as outras duas. Aquele que detém o conhecimento de fato estaria apto a reinar. O segundo seria a ignorância, algo que não existe, o Não-Ser, ultima mola da sociedade. Entre os dois extremos tem-se um ponto de divisão, este recebeu o nome de Opinião. Ela existe, porém pode Ser e pode Não-Ser.
    O amigo de Sócrates o alerta de uma possível revolta dos que governam sem Ser. Para resposta aos revoltosos eles chegaram à conclusão de pedir aos próprios que provem terem o conhecimento. Não possuindo conhecimento, que seja governado pelos certos.
    Trazendo essas idéias e lançado-as nos dias atuais teremos um mar de ébrios em ambientes impróprios tentando governar com suas ignorâncias. Se o seu conhecimento é voltado à pintura que vá ser pintor e colabore com a República, se o conhecimento que tem é o de fazer pão, seja padeiro; não queira um padeiro ou pintor meter seus instrumentos de trabalho na arte da administração, pois assim estará sendo um ignorante. Poderá dá opiniões em assuntos, todavia estará à mesma distancia da ignorância como também da ciência. Apenas os verdadeiros filósofos podem sentar para conduzir. Um velho ditado popular: “Sapateiro é para fazer sapatos”.

    Obrigado pela sua atenção.

    Por: Luiz Carlos Marques Cardoso.



Sobre o Autor

Luiz Carlos M. Cardoso
Estudante de Ciências Contábeis.
Deixo aqui alguns textos frutos dos meus estudos.
Felicidades

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