Quieta com Arruda!
A Brasília de Kubitschek
Por várias manobras tenebrosas
Quebrou-se, enferrujou-se
Brasília hoje precisa de sorte
Antigamente não
Motor novo e possante
Carecia apenas de apertar o pé
Mas os dezembros se somaram
E o que era belo
Tornou-se desbotado
Não seria melhor darmos mais um voto pra arruda?
No intuito de espantar os olhos gordos
Pé de coelho, ferradura, sal grosso
O efeito é pequeno comparado
A força hercúlea da arruda
Mas arruda, que não é arruda
Está lá forte
Pedindo sorte
Arruda que não é besta
Não confia de jeito algum na folha
Gosta de grana
Até o pinto faz amor com os dólares
Será se o Arruda confiaria na arruda?
Negócio de superstição
Isso não
Não aqui em Brasília
Pensar que planta tira mal olhar
É o mesmo que
Imaginar, sonhar, desejar
Que político sujo
Pague seus delitos na sujeira da prisão
Muitos no calor dessa hora pedirão arruda
Outros o elegerá como nosso protetor
Mas para os não supersticiosos
Arruda não passa de um
Corrupto, falso e mentiroso.
Por: Luiz Carlos Marques Cardoso (Bill)
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