nov
28
2017

Alguém de Paramirim conhece o escritor Álvaro Borges dos Reis?

Álvaro Borges dos Reis (Paramirim, 31 de julho de 1880 – Salvador, 6 de julho de 1932) foi um poeta, escritor, editor e médico-legista brasileiro.

Dentre sua obra destaca-se a publicação da coletânea Musa Francesa, em 1917, coletânea de 99 poemas simbolistas franceses, que traduziu – sendo esta talvez a primeira edição de uma obra do gênero no país.

Álvaro era o filho mais velho do professor Antônio Alexandre Borges dos Reis (literato e historiador, foi sócio-fundador da Academia de Letras da Bahia e do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia) e de D. Adelina Neves Borges. Seu pai lecionou em diversas cidades do interior baiano, razão pela qual o nascimento de Álvaro na sertaneja Paramirim: com isto granjeara experiência e fama que o habilitaram a fundar na capital do estado o Colégio Spencer, bastante acreditado.

Além dele, o casal teve mais sete filhos: Eurico, Antônio, Celso, Raul, Anna, Maria Adelina e Maria Alexandrina. Vindo para Salvador ainda criança junto com sua família, todos passaram a morar na chácara da Boa Vista, no bairro de Brotas – onde hoje é o bairro da Boa Vista de Brotas. Desde pequeno, estimulado pelo pai e pela vasta produção literária da litografia da família, ele adquiriu o gosto pela leitura.

“Ao meu pai, o modesto historiógrafo Professor Antônio Alexandre Borges dos Reis, em cujos livros aprendi a cultuar os grandes vultos e as gloriosas datas de minha terra”. ”

Aos 19 anos, matriculou-se na Escola Naval do Rio de Janeiro, onde ficou apenas por um ano.

Para saber mais da vida de Álvaro Borges dos Reis acesse o link wikipedia.org.

Fonte do texto e da foto: wikipedia.org.

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  • Prezado Bill. Oportuna a sua pergunta. Atrevo-me em respondê-la: Não conhece. Como também não conhece o Grande JOSÉ OLÍMPIO PEREIRA, cuja ascendência fez parte da história do morro-do-fogo, proprietário da Editora que tinha o seu nome. Ele que lançou no mundo literário os maiores escritores nacionais tais como: Graciliano Ramos; Raquel de Querioz; Jorge Amado; Cecília Meirelles; Carlos Drumond e tantos outros. Foi agraciado com uma pensão vitalícia pelo Congresso Nacional, cujo projeto de lei foi da autoria do Senador baiano Luiz Vianna, em gratidão pelos relevantes serviços prestados à cultura literária do Brasil. Também, lamentavelmente, não o conhece na nossa região. O Vale do Paramirim, historicamente e por ironia tem valorizado muito os “chegantes” condecorando-os até. Entretanto, ao verdadeira “PRATA DA CASA” sempre foi desprezada, a exemplo desses homens de escol. Contudo, as pedras preciosas (os cérebros privilegiados) que migraram para outras paragens, notabilizaram-se significativamente e até se imortalizaram na literatura nacional. Assim ganharam as cidades que os acolheram e perderam as nossas cidades, que são citadas apenas nas biografias.
    Para complementar, cito o meu saudoso amigo e de quem sou admirador o Dr. Milton Cayres de Brito, quando eleito Deputado Federal pelo Estado de São Paulo, em 1945, foi o autor do Projeto de Lei que criava a aposentadoria para o trabalhador rural, entretanto, NUNCA VI, NEM OUVI QUALQUER MENÇÃO OU HOMENAGEM A ESTE FILHO DAS TERRAS AGUAQUENTENSES, NASCIDO NO POVOADO DE MALHADA PRÓXIMO A MUCHILANA.

    O ostracismo proposital, meu caro Bill, é o preço pago por uma sociedade hipócrita, que valoriza os serviçais da corrupção, da apaniguação, da incompetência, em detrimento dos sábios, dos cultos, daqueles de relevantes serviços à cultura.

    Imaginem os internautas e seguidores deste valoroso site – focado em você. Quando o ex prefeito Dr. Sílvio construiu e inaugurou solenemente a Biblioteca Pública Municipal, até hoje nunca fez referência aos escritores da região, nem àqueles paramirinhenses que tantos serviços prestaram à literatura nacional. O QUE ESPERAR ENTÃO, MEU CARO BILL???

    Álvaro Borges dos Reis, apenas mais um a trilhar os caminhos do esquecimento.

    Isso é penoso, pq desestimula novos cultores do desenvolvimento intelectual, formadores de opinião, num país que está carente dessa vertente. E, os nossos jovens, fadados ao descaminhos da ordem e do progresso.

    Bem disse um escritor: OS IDIOTAS VÃO DOMINAR ESSA NAÇÃO, NÃO PELA QUALIFICAÇÃO, MAS, PELA QUANTIDADE.

    Délio Martins
    Acadêmico da Academia Guanambiense de Letras
    Ocupante da Cadeira nº. 02