maio
21
2018

Domingo terá Cultura na Praça com Causos de Vaqueiros

“Salve, salve a valentia
dos vaqueiros do sertão
salve, salve a poesia
que retrata o nosso chão”

📆 No domingo (27/05), teremos mais uma grande programação do #ProjetoCulturaNaPraça.

Desta vez, a homenagem é aos nossos vaqueiros. Vai ser mais uma noite de muita valorização cultural.
Esperamos você

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  • Parabéns ao Prefeito Beto, afeito ao incentivo das expressões culturais regionais e nesse evento trazer à Praça Pública a manifestação da Cultura Vaqueira, cujos protagonistas tiveram relevantes e imensuráveis importâncias para o desenvolvimento civilizatório e econômico do nosso Sertão baiano.
    De igual modo a cultura TROPEIRA, essa mais expressiva, foi a mola mestra do nosso desenvolvimento. Estarei publicando meu 6º livro intitulado TROPAS E TROPEIROS DO VALE DO PARAMIRIM. No intuito de aprofundar nas pesquisas tropeiras, criei meu Facebook com o nome de TROPEIRO MARTINS, vale também, pois todo escritor e de certa forma UM TROPEIRO DA CULTURA.

    Aqui em Guanambi, faço parte do setor cultural do Território Sertão Produtivo e fui indicado pelo então prefeito e meu dileto amigo Nilo Coelho, para representar Guanambi/Ba., nas Conferências Estaduais de Cultura do Estado da Bahia, onde participei da comissão para a elaboração do Plano de Cultura do Estado da Bahia. Vale esclarecer que das 09 (nove) proposições por mim apresentadas delas 07 (sete) se transformaram artigos da Lei Orgânica de Cultura da Bahia.

    Há 06 anos fiz essa poesia ao VAQUEIRO,bem divulgada nos meios culturais específicos, sendo vencedora em vários festivais poéticos.

    O VAQUEIRO

    Vaqueiro sofrido destemido e devotado
    Como bravo bandeirante abre o sertão
    Na luta cotidiana busca o seu gado
    No ofício vencer obstáculo é a missão

    Nas suas vestes de couro surrado
    Muitas histórias da lida nos ensina
    No lombo do veículo sutil e amado
    Rastros marcantes a alma impregna

    Gibão, perneiras, peitoral e chapéu
    Cavalo selado arguto e genial
    A seca é o palco, o laço o troféu
    De um herói, monumento nacional

    Vencer as agruras do nosso sertão
    É tarefa quase sempre hercúlea
    Transmite-nos como maior legado
    Sair ileso das pontas acúleas

    As rédeas servem-lhe de guia
    As esporas aceleram o prazer
    A ânsia aumenta a sua agonia
    De quem a caatinga sabe coser.

    Como a ferramenta de primeira necessidade do Vaqueiro é o Cavalo e, como também criador de Cavalos, com registro de há 27 anos na Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), fiz esta poesia:

    O CAVALO SEM FRONTEIRAS

    Nas tuas ventas ofegantes
    Dou asas ao prazer
    Galopando pelos horizontes
    Só tu sabes compreender

    Sempre fostes o sem fronteiras
    Vindo da terras lusas
    Acolhido nas serras mineiras
    És o corcel sem pedir escusas

    Na maciez do teu andar
    Muitas histórias nos ensina
    No repique do casco a pisar
    De amor a alma impregna

    Do árabe trouxe a delicadeza
    Do cão toda a fidelidade
    Da mulher quis a beleza
    Para ao homem dar amizade

    Na tua passada larga
    Prova ser bom andador
    Para uns és Mangalarga
    Para mim és Marchador!

    Délio João Viana Martins
    Membro Efetivo da Academia Guanambiense de Letras
    Cadeira 02