Paramirim passa por um período de crescimento, a sede do município a cada ano ganha novos loteamentos, a cidade começa a se alargar em suas extremidades, aquele lugarzinho gostoso e pacato aos poucos se transforma em um ambiente diferente. Gosto muito de sair pela nossa cidade a fotografar, às vezes, deixo-me levar pelas imagens, vou adentrando onde o novo me fisga a atenção. O crescimento é visível, mas será que o desenvolvimento acompanha esse estado de mudanças?
Sou de uma época em que ao sair do colégio tinha a frente às portas das faculdades fechadas, ou possuía recursos ou frustrava o sonho de estudar. Hoje vejo o quanto foi benéfico aos filhos daqueles que detinha o capital e assim o usaram na educação dos seus filhos, muitos retornaram e no momento são os que destacam na nossa sociedade. Sem educação não há desenvolvimento, acredito que já se ouviu essa frase antes.
Nos dias atuais a preocupação dos jovens, na sua grande maioria, se pauta na busca de se especializar em um dado ramo, todos almejam seu lugar em uma universidade. Só não estuda quem não deseja ou não possui vocação. O grande alento nosso será ver essa leva de estudantes retornarem a nossa terra como doutores, como profissionais qualificados a darem continuidade ao desenvolvimento do ambiente. As mudanças passarão a ser mais rápidas. Nos dez anos vindouros veremos muitas transformações. Antes o que mandava era o patrimônio de cada um, passou-se agora ao capital intelectual. Não basta mais apenas a riqueza, riquezas por riquezas tantos detêm. Os tempos atuais exigem do ser humano uma postura diferente para ter êxito. Aquele que ignorar a educação estará se lançando a um mar de coisas ruins, pois não haverá espaço para esse tipo de gente, o trabalho pesado será exclusivamente das máquinas, já anda em curso, ao homem o uso da inteligência.
Entramos em uma fase de transição, período de muitas colisões, de euforias e de impunidades. Para nossa cidade não se transformar num faroeste de filmes americanos a Lei deve se postar atenta aos distúrbios que já se fazem presentes e outros que virão a nos importunar. Deixar esse rio bravo descer seu curso trazendo muitas destruições às propriedades, antes prever e conter com barragens e desvios. O rebanho precisa ser guiado por um bom pastor, a sociedade necessita que se cumpra o que emana a Constituição.
Passamos a ser cobrados, todos querem o profissionalismo, amadorismo em qualquer ramo de negócio quer dizer atraso, descaso, ociosidade, negativismo que envolve seu campo de atuação. Nas muitas das vezes pelos hábitos da sociedade que fazemos parte não conseguimos ver ou tentamos disfarçar nossa imperfeição, todavia basta um olhar mais apurado, ou uma pessoa de fora do nosso convívio para perceber nossas fraquezas. Por mais que trabalhemos em grupo o aperfeiçoamento se faz individual, cada um deve procurar se especializar, buscar novos conhecimentos para poder se sobressair na nova conjuntura do desenvolvimento do mundo atual.
A sociedade da mesma forma que o ser humano, cresce, ganha corpo, contudo se não se desenvolver se transformará num monstro de vários membros. Os grandes centros por não terem tido planejamento se agigantou tomando todo o território em volta, o desenvolvimento foi muito aquém ao crescimento, o que podemos constatar hoje são cidades tomadas pelo terror, pelas catástrofes. Um corpo grande demais na falta de uma estrutura forte e arrojada não se sustenta. O país precisa dá aos seus cidadãos condições suficientes para que cada um possa buscar seu lugar, o cidadão precisa saber que sem seu esforço tudo que for feito em prol dele será em vão.
A luta pelo desenvolvimento é grande e de todos. Cabe a cada um buscar o conhecimento de que necessita para ter uma vida de comodidade e de paz. O lavrador que deitar na rede debaixo de uma gostosa sombra sem se preocupar com a sua plantação, com certeza, morrerá de fome. Existe uma tremenda concorrência, benéfico ao homem, a Evolução de Darwin em todo vapor, apenas os melhores terão vez, aos fracos, o puro e sombrio esquecimento. A Vida sempre em busca da perfeição. Não poderia ser de outro jeito.
Luiz Carlos Marques Cardoso (Bill)
30/03/2010
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