“Água, o bem mais precioso da humanidade”. Acho que já ouvir essa frase em algum outro lugar. Quanto custa um copo com água? Quanto custa uma caixa com água? Quanto custa uma lagoa com água? Quanto custa uma barragem cheia de H2O? Vai depender mais do lugar onde se tem a necessidade. Se eu estou perdido no meio do deserto do Saara, um copo com água valerá mais que milhões. Se estiver em uma das margens da Barragem Zabumbão, não custará sequer um centavo. O valor dos produtos sobe e desce de acordo a precisão e sua escassez. Pois temos água em abundância, muitos dizem que o preço pelo meto cúbico está bastante elevado, que deveria aumentar a taxa mínima. Ouvir tanto que resolvi escrever algo sobre o assunto, não pelos fatos já mencionados, mas pelo serviço prestado pela distribuidora local e pela falta de projetos em prol a preservação das nossas fontes.
Água deve ser cara? Deve-se cobrar um preço que intimide ou diminua o seu desperdício, porém sendo ela cara o lucro a maior em vez de ir regar os bolsos de alguns poucos esse dinheiro a mais deveria ser voltado para a recuperação dos nossos riachos e rios, a empresa, no entanto, sequer esboça uma iniciativa quanto à questão deplorável que o nosso Rio Paramirim vem sofrendo e sofre constantemente. Recebem de Deus os recursos para negociarem no comércio, dinheiro certo, pois sabemos que o consumo sempre existe e que sua demanda tende continuamente a aumentar. Um ramo simples de lidar com os inadimplentes (praga que atrapalha qualquer empreendimento), deixando de pagar a conta, pronto, lá vai um agente e priva o mau pagador do líquido. Como não podemos viver sem água, somos obrigados, e com razão, a mandar recolocar o produto, antes se devem pagar os atrasados.
Nos últimos meses um fato que se tornou corriqueiro e que trás muitos incômodos aos moradores é quando ao abrir a torneira e simplesmente não encontrar água. Já houve ocasiões de ficarmos dias na falta d’água. Pessoas me disseram que a causa era fruto do alto consumo da população e que o sistema não conseguiu suprir toda a demanda. Fica uma pergunta: “Se o sistema não consegue suprir a população que cresceu e cresce o que deve ser feito?” Investir em novas instalações, fácil e rápido. Quanto aos recursos? Isso eles os têm de sobra.
Quando á água falta na torneira o cidadão se ver lesado pela segunda vez ao pagar pelo ar que existe nos canos. Um rapaz me disse que há no mercado um dispositivo que quando instalado libera esse ar sem o mesmo ser computado pelo relógio. Não sei se é legal esse método, todavia o mesmo me alertou que quem faz a instalação da peça é a mesma empresa de distribuição de água. Se existe tal aparelho por que a empresa não faz ampla divulgação? Por que ela não obriga que se instale junto ao relógio (peça obrigatória) esse dispositivo? Já ganha do Céu á água agora querem vender também o ar.
Nós consumidores devemos ficar atentos e cobrar das autoridades competentes nossos direitos. Quando não existe concorrência e a empresa goza de certo monopólio aqueles que necessitam do produto ou serviço sofrem por não possuírem uma segunda alternativa. Espero ver nos próximos meses iniciativas que colaborem para a preservação das fontes de água da nossa região, pois como sabemos são elas o maior ativo da empresa distribuidora aqui da nossa cidade. A empresa que não cuidar do social, do ecológico tenderá ao fracasso. Estamos vivendo novos tempos, aqueles velhos hábitos deverão ser mudados. A empresa que apenas deseja lucrar sem beneficiar a sociedade que é explorada sofrerá. Se antes tudo andava normalmente, hoje, as cobranças virão de muitos lugares, um texto é pouco, ou nada, mas o começo sempre é insignificante, lembremos o mar, ele só tem seu volume porque houve a primeira partícula de H2O.
Luiz Carlos Marques Cardoso (Bill)
13/11/2009
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