Placa Amarela / Advertência

Brás em Paramirim O trânsito é hoje um meio essencial para a sociedade vigente. Pensar no passado remoto, onde o jumento era o principal meio de transporte, e observar o que temos nas estradas; habitante que vivera naquele tempo sem ter participado desta evolução se abrisse seus olhos para o atual momento acreditamos que o pobre se sentiria em outro planeta na companhia de extraterrestres. O trânsito evoluiu e com ele o Estado se colocou na obrigação de Legislar. Foi instituído, por esse motivo e outros, o Código de Trânsito Brasileiro. Os pedestres e motoristas passaram a ser governados por leis. Todos os motoristas se viram obrigados a possuir sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Mas da mesma forma que os cidadãos começaram a ter deveres, com o Estado não poderia ter sido diferente.

Vamos esquecer o restante do Brasil e nos concentramos apenas no nosso Município. A Lei diz: “Todo cidadão ou entidade civil tem o direito de solicitar, por escrito, aos órgãos ou entidades do Sistema Nacional de Trânsito, sinalização, fiscalização e implantação de equipamentos de segurança, bem como sugerir alterações em normas, legislação e outros assuntos pertinentes a este Código.” (Código de Trânsito Brasileiro. Capítulo V do Cidadão. Art. 72.) É dever de cada cidadão cobrar do órgão responsável formas que faça do trânsito um meio mais seguro.

No Artigo seguinte o mesmo se blinda quanto ao artigo anterior: “Os órgãos ou entidades pertencentes ao Sistema Nacional de Trânsito têm o dever de analisar as solicitações e responder, por escrito, dentro de prazos mínimos, sobre a possibilidade ou não de atendimento, esclarecendo ou justificando a análise efetuada, e, se pertinente, informando ao solicitante quando tal evento ocorrerá” (Código de Trânsito Brasileiro. Capítulo V do Cidadão. Art. 73). O Código nos dá a oportunidade de cobrar, porém o mesmo no Artigo seguinte se ver livre de cumprir, apenas há a exigência de uma resposta. Desta forma, se nós cobrássemos destes órgãos, com certeza, não teríamos o que desejamos.

O tráfego nas principais ruas e avenidas da cidade no período matutino, por ser mais intenso, torna-se esse lugares vulneráveis a acidentes. Na avenida principal (Dr. Aurélio Justiniano Rocha) há ocasiões dos ônibus, estacionados nos dois sentidos e próximos as esquinas, não podemos deixar de mencionar que esta avenida por ter sido criada em tempos antigos se fez bastante estreita (já que era apenas para a passagem de animais e homens), acaba obstruindo a visão dos que trafegam pelo local. Há poucos dias um munícipe foi atropelado ao atravessar a rua. A falta de visão que esses veículos altos acabam impondo, segundo testemunhas, foi a causa do acidente. Ao sair desta zona obscura o pedestre não havia deixado se ver e o motorista (este um motociclista) se deparou, de repente, com o obstáculo. O resultado acabou sendo a colisão.

Outro ponto que merece destaque é o entorno da feira livre nos dias de sábados. Além do tráfego intenso neste dia, a BA152 corta o espaço reservado à feira e a parte antiga da sede. Em um território onde não existe sinalização o risco de acidentes é muito alto. A cidade não carece de sinalização em todas as ruas e avenidas, de início apenas nas de maior movimento.

Os municípios a cada dia ganham mais e mais automóveis e crescem em números de habitantes, desta forma, para guiar isso tudo se precisa que as autoridades busquem meios para educar aqueles que usam as vias e desta forma minimizar os possíveis efeitos nefastos que podem vir a ocasionar. Para uma boa conduta no trânsito, antes de qualquer coisa, o Poder Público deveria proporcionar condições adequadas para condutores e pedestres. Na falta de sinalização parece que tudo pode. Do caos só podemos esperar atritos, confusões e violências. Como desejamos nossa cidade bonita e acolhedora devemos urgentemente cuidar do trânsito que por ela faz uso.

Apontamos apenas uma direção a ser seguida... podemos estar errados, podemos... mas fazemos a nossa parte quando mostramos pontos vulneráveis do nosso Município.

Luiz Carlos Marques Cardoso (Bill)
17/08/2010



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