O Rio de Janeiro ganhou a chance de sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Ficamos muito contentes, jubilosos por realizar um evento dessa magnitude. A Cidade Maravilhosa enfim começa a sentir crescer o fruto da árvore plantada sobre um sonho de um povo. Primeiro preparou-se a terra e logo lhe foi semeada a semente. No inicio foi duro, árduo, custou a brotar, todavia o desejo pujante vibrava, tentando erguer do nada, ou trazer do mudo das fadas colocando na nossa realidade a concretização do plantio. Hoje o fruto começa a se desenvolver para daqui a alguns anos amadurecer num show de muitas luzes, cores, sons, sorrisos e lagrimas.
Desse turbilhão deparei-me com uma pergunta que acabou ficando corriqueira: “Será se em 2016 eu estarei vivo para fazer parte dessa festa?” Surge a duvida. Planejar para uma semana, um mês, um ano, dois no máximo, mas sete anos chega a ser algo anormal, é o mesmo que olhar para o vácuo do espaço sideral e vislumbrar as estrela ao longe sem saber se um dia chegará os humanos a descer em algum dos seus diversos solos. Sete anos não são sete dias. Muitos transporão os desafios advindos e farão parte da festa, como tantos venceram e foram autores dos antigos jogos. O curso corre levando os povos e gerações trazendo novos, as coisas se renovam constantemente, vencer se torna cada vez mais difícil, todavia necessário.
Olhando aos jovens da nossa região sinto faltar no coração de muitos a malicia de enxergar no agora a chance de ser influente em dez anos, vinte ou em algum momento da vida. Precisamos plantar se desejamos colher, quem colhe sem semear se passa por ladrão. Quanto mais cedo o jovem visualizar o que deseja para o futuro mais fácil tornará a escalada. Nunca tivemos tanta facilidade para seguir uma carreira de sucesso, há pouco tempo para entrar em uma faculdade precisava o indivíduo ser dotado de muitas posses, hoje qualquer um que queira pode, basta para isso querer.
São tantos os desafios para a vida na Terra que precisaremos de todas as mentes sintonizadas num único propósito para assim não sucumbirmos sobre nossos próprios erros. A nossa humanidade não carece de gafanhotos humanos, que apenas bebe, come e faz sexo. Contribuir para o bem-geral torna-se um dever de todos.
O Brasil após a implantação do Plano Real começou uma escalada lenta para prosperidade. Nosso povo vive melhor, contudo muitos problemas surgiram. Doenças que antes era sinal de cemitério passaram a não mais incomodar, fruto de homens que deram suas vidas pela vida da coletividade. O meio-ambiente sofre com o crescimento humano, e desse estrondoso nascedouro conta-se nos dedos os poucos contribuintes, porém me faz lembrar Darwin com sua Evolução Espontânea. Darwin afirma que apenas aqueles que se adaptarem ao meio em que vivem conseguirão destaque e legarão ao mundo os seus descendentes, aos fracos sobrará o esquecimento.
Está nas mãos de cada um, se deseja colher maça não seja ingênuo a ponto de lançar ao solo sementes de feijão. Plante, trabalhe pela sua seara, não meça esforços, no final uma grande árvore carregada de benesses estará a te esperar. O mundo carece de pessoas conscientes dos problemas que nos cercam. O mundo precisa de você, dele, de mim, de todos.
O Rio de Janeiro plantou um sonho, hoje cuida dessa realidade, amanhã estará colhendo os frutos desse trabalho desmedido. Não queira colher sem semear, plante e você terá boa colheita, caso contrário será joio entre o bom trigo.
Luiz Carlos Marques Cardoso (Bill)
07/10/2009
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