Cidade Perdida / Manuscrito 512

Manuscrito 512No ano de 1839 foi descoberto pelo naturalista Manuel Ferreira Lagos um manuscrito muito antigo. As folhas do documento estavam bastante deterioradas pelo tempo e pelo ataque de traças. O documento é conhecido como Manuscrito 512, mas tem como título: Relação histórica de uma occulta, e grande povoação antiquissima sem moradores. Hoje, ele se encontra guardado na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
Esse documento mostra como foi o encontro de um grupo de bandeirantes, pelas terras do interior da Bahia, ao encontrar uma cidade abandonada.  Não se sabe qual o nome do autor dessa fábula. A descoberta foi em 1753. Ela foi escrita em forma de carta.
Poucos conhecem o conteúdo deste manuscrito, por isso resolvi pesquisar e escrever um artigo falando do Manuscrito 512. Há uma forte evidência que a cidade perdida encontra-se na Chapada Diamantina, como fazemos parte desta região o documento também nos pertence. Alguns grupos de pesquisadores e aventureiros já percorreram trechos da Chapada atrás da tão sonhada cidade, todavia até os dias atuais ainda não a encontrou.
Os bandeirantes ao parar frente a uma serra onde cristais brilhavam ao serem tocados pelos raios solares procuram algum caminho que os levassem ao topo. Um negro ao ver um veado corre para tentar matá-lo. Acaba encontrando uma estrada que em alguns pontos era coberta por pedras. Seria obra humana? O grupo adentra pela estrada. Para ao deparar com uma cidade. Ecoavam cantos de galos. Um índio vai ao local investigar. Retorna dizendo que a cidade se encontra em total abandono. Os bandeirantes vão ao local. Além de casas havia uma estátua que mirava um dos seus dedos ao norte. Em uma porta estava escrito algum tipo de linguagem que o grupo desconhecia. No manuscrito consta a descoberta de uma moeda de ouro, em uma das faces existia uma figura de um rapaz ajoelhado, no reverso combinados tinha as imagens de um arco, uma coroa e uma flecha. Fala de um rato com pernas curta que pulava feito purga e que corria diferente dos da cidade.

Trecho do Manuscrito 512:

(...) collumna de pedra preta de grandeza extraordinaria, e sobre ella huma Estatua de homem ordinario, com huma mao na ilharga esquerda, e o braço direito estendido, mostrando com o dedo index ao Polo do Norte; em cada canto da dita Praça está uma Agulha, a imitação das que uzavão os Romanos, mas algumas já maltratados, e partidos como feridas de alguns raios. (...)

De frente a praça da cidade passa um caudaloso rio, logo adiante havia lagos, nas margens muito arroz, existia uma quantidade imensa de patos que podiam ser pegos com as mãos. Vinha depois vasta campina repleta de flores.
Então desceram o rio fazendo experiência para ver se encontrava ouro, sem trabalho encontraram tanto ouro como prata. Após nove dias de andanças avistaram em uma enseada de um rio uma canoa com duas pessoas brancas de cabelos pretos, vertidos à Europa. Deram um tiro ao auto para ser vistos e para que eles fugissem.

Trecho do Manuscrito 512:

Hum nosso companheiro chama-/do João Antonio achou em as ruinas de huma/ caza hum dinheiro de ouro, figura esferica ma-/ior que as nossas moedas de seis mil e quatro/ centos: de huma parte com a imagem, ou figura/ de hum moço posto de joelhos, e da outra parte/ hum arco, huma coroa, e huma sétta de cujo genero não duvidamos se ache muito na dita/ povoação

Luiz Carlos Marques Cardoso (Bill) 12/01/2010



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